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04/03/2010 - 06:56
Mototaxistas clandestinos fazem protesto contra rigor da fiscalização

Aproximadamente 200 mototaxistas clandestinos promoveram ontem pela manhã um buzinaço na Avenida Floriano Peixoto, para protestar contra a promessa de aumento no rigor na fiscalização dos transportes clandestinos, e deixaram o trânsito lento no centro de Campina Grande. Desde o mês passado, a Superintendência de Trânsito e Transportes Públicos (STTP) está intensificando as ações de combate aos clandestinos considerados pelo órgão como “profissionais sem qualificação para fazer o transporte de passageiros”.

Os mototaxistas clandestinos afirmam que as vagas destinadas aos profissionais regulamentados em Campina Grande não são suficientes para atender à demanda de passageiros. “A STTP não fala em aumentar esse número, enquanto que nós, pais de família, ficamos sendo penalizados pelas multas que eles nos impõem. Dependemos dessa renda”, afirma o mototaxista Rodrigo Oliveira.

De acordo com estimativas da STTP, existem aproximadamente 1.700 profissionais atuando clandestinamente na cidade, mais do que o dobro dos autorizados pelo órgão, que somam 727.

Segundo informações repassadas pela assessoria de imprensa do órgão, que confirmou a meta de eliminar a figura do mototaxista clandestino em Campina Grande, a expansão do número de vagas depende da aprovação da Câmara Municipal. Afirmou ainda que no momento não existe nenhum indicativo de que as vagas sejam ampliadas em médio prazo.
Segundo o presidente do sindicato dos mototaxistas legalizados, Isaque Noronha, que é contra os profissionais clandestinos, realmente existe uma carência de mais postos de trabalhos para a categoria. “Em Patos, que tem cerca de 100 mil habitantes, existem mil mototaxistas legalizados”, informou. Ele ressalta que há muitos profissionais que se escondem na clandestinidade e que não têm condições de atender aos requisitos da categoria, mas reconhece que existe também a participação de pessoas responsáveis. “Tem muito pai de família trabalhando, mas também não se pode aceitar que quem não tem renda pegue uma moto e vá ser mototaxista”, destacou. Isaque ainda informou que espera que a Prefeitura Municipal encaminhe à Câmara Municipal o projeto que amplia o número de vagas para 1.500, bem como a proposta de permissão para que assim como os taxistas, eles possam ter o direito de trabalhar com um profissional reserva autorizado a substituí-los em outro turno, o que aumentaria a quantidade de postos de trabalho.

Fonte: Jornal da Paraiba


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